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Autor Tópico: OS TESTES DO BARBOSA: Curvar  (Lida 3834 vezes)
Barbosa (aka Tony)
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« em: Agosto 08, 2008, 17:48:54 »

Já tinha lido e posto em prática uma forma de conduzir, ainda que por um ou outro motivo nunca coloquei aqui. No entanto e perante uma situação que me fez levar á prática essa técnica, lembrei-me de colocar aqui no fórum.

Sempre que curvamos, não temos um acto consciente do que fazemos para curvar. Não é propriamente virar o guiador. É o inclinar do corpo e da mota. No entanto quantas vezes, em particular no inicio, entramos numa curva e sabe-se lá porquê não conseguimos inclinar a mota para ela curvar e vamos em frente? Isto aconteceu-nos a todos ao aprender a andar de bicicleta e nos inícios do motociclismo. Também acontece (a mim no passado Domingo) quando entramos com um pouco mais de animo e a curva ou o seu relevé nos engana e a mota tem tendência para sair em frente. O que fazer? Pois bem. Não é o que fazer naquela situação, mas o que devemos sempre fazer para curvar, de modo a incutir no subconsciente essa forma de conduzir, de modo a que em caso de emergência o façamos sem ter de pensar. O que vou dizer pode parecer absurdo. A mim pareceu-me quando li e deixei de pensar assim quando me meti á estrada e usei essa técnica. Essa técnica é utilizada pelos pilotos de MOTO GP, ainda que de forma mais radical.

Então qual é essa técnica tão diferente? Em vez de virar o guiador para a esquerda (para uma curva para a esquerda obviamente) fazer o contrario. Eu sei parece ridículo. Quando andarem em auto estrada, não virem o guiador para a esquerda, mas empurrem o lado esquerdo do guiador ligeiramente par a frente. O que acontece é que a mota deita-se de forma muito mais natural e o resto acontece por instinto. No passado Domingo entrei numa curva a +/- 170 e a forma da curva (muito larga) e o seu relevé (que parecia ser a meu favor, ou seja para dentro) enganou-me. Estive naquela situação em que a mota abre cada vez mais a curva e sem conseguir deita-la. Então usei essa técnica. Milagre, a mota deitou-se como eu queria e aquilo que poderia ter sido uma situação chata, passou a ser uma situação normalíssima sem o meu leve susto.

Por isso, aconselho toda a gente a experimentar. Acreditem que não é brincadeira. Naturalmente que esse empurrar do guiador do lado que queremos curvar é um emprurrar muito leve. Mas que resulta resulta.

Experimentem e depois coloquem aqui as vossas impressões.

 

Um abraço

« Última modificação: Maio 11, 2009, 21:14:58 por Barbosa (aka Tony) » Denunciar ao Moderador   Registado


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« Responder #1 em: Agosto 08, 2008, 17:57:33 »

Boas,
Esta técnica é também muito útil para nos desviarmos rapidamente de qualquer obstáculo na via publica pois a reacção da mota é imediata, resta-me apenas dizer que esta técnica funciona a partir dos 20/30km/h e o ideal é irem experimentando a velocidades mais reduzidas.
é um técnica muito usada para aquecer os pneus sem esforço por parte do condutor  Wink

espreitem aqui http://br.youtube.com/watch?v=B8IdTq3_3WI é especialmente interessante a partir do 2º minuto do vídeo.

Abraço
« Última modificação: Agosto 08, 2008, 18:07:36 por plourenço » Denunciar ao Moderador   Registado

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« Responder #2 em: Agosto 08, 2008, 18:09:53 »


 Barbosa

Essa tua aventura já teve dois aspectos positivos.
Tu resolveste uma situação chata e, eu já não estou a pregar sozinho.

Estou farto de avisar o pessoal que devem treinar essa técnica (vulgo "contra-brecagem"),  mas acabo sempre a levar respostas do tipo, "pois tens razão mas isso é para gajos como tu que andam sempre a abrir". Contente Contente


Abraços

Jorge Ferreira


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« Responder #3 em: Agosto 09, 2008, 03:16:59 »

Ola!
De facto, a "contra-Brecagem", è a forma ideal, correcta e a mais segura de entrar num curva, e eventualmente resolver um qualquer "aperto", a meio dela.
Eu pessoalmente, desde que me lembro de andar de moto, sempre a "deitei"  dessa forma.
Tal como o Barbosa diz, para testarem a "contra-Brecagem", façam no numa recta, e virem o guiador para um lado e verão que a moto inclina se para o outro.
Nas nossas motos(turisticas), torna se numa tècnica ainda mais util devido ao peso delas. Uma turistica demora sempre mais tempo a inclinar se e a levantar se, como tal esta è a forma mais ràpida de o fazêr.
Um abraço
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« Responder #4 em: Agosto 09, 2008, 06:16:50 »

Ufa que estava com medo que me chamassem de maluco, mas vejo que já somos alguns a usar esta técnica. O Video exemplifica bem.
Para aqueles que nunca usaram, façam sem medo (de preferência em rectas da auto estrada para se adaptarem). Se achavam que a vossa mota era maneavel, com esta técnica vai parecer uma bicicleta.
« Última modificação: Agosto 09, 2008, 06:21:03 por Barbosa (aka Tony) » Denunciar ao Moderador   Registado


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« Responder #5 em: Agosto 09, 2008, 13:09:24 »

Pois, só não sabia que o nome era contra-brecagem, os ingleses chamam-lhe counter-steering
Foi das coisas que não aprendi quando tirei carta de moto, mas que me apercebi prontamente!
Faz um pouco de confusão mas depois de nos habituarmos até pode ser bem divertido!!


Também gostei deste vídeo sobre a matéria:
http://br.youtube.com/watch?v=M1A7o-aXvqU&feature=related
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« Responder #6 em: Agosto 11, 2008, 10:38:15 »

........
Nas nossas motos(turisticas), torna se numa tècnica ainda mais util devido ao peso delas. Uma turistica demora sempre mais tempo a inclinar se e a levantar se, como tal esta è a forma mais ràpida de o fazêr.
......


Viva

Efectivamente as nossas meninas são um pouco lentas a "mudar de bordo". Isto deve-se não só ao peso mas também a uma maior distância entre eixos e ao ângulo da forquilha. São motos desenhadas dando a primazia à estabilidade sobre a agilidade.

No entanto, há algumas coisinhas que nos podem ajudar a gerir essa "lentidão".
Tal como o Cláudio fez notar a "contra-brecagem" (*)  consciente é a primeira. A outra coisinha que se pode fazer é a "redução consciente" da distância entre eixos.

Como? Perguntarão alguns.
É simples, afundando a suspensão frontal.

Sendo a forquilha inclinada, o afundar da suspensão frontal tem como efeito secundário recuar ligeiramente a roda relativamente ao corpo da moto, reduzindo assim a distância entre as duas rodas; para efeito de ciclística a moto fica mais curta. Como é natural, ao ficar mais curta fecha mais a curva.
Esta é a principal razão porque quem quer curvar depressa opte por uma travagem forte à entrada da curva em vez de uma travagem progressiva mais antecipada. É que quando chega o momento da contra-brecagem para deitar a moto a suspensão da frente está completamente afundada e a moto deita-se num ápice e fecha a curva muito melhor.

Atenção que este é já um segundo passo na optimização da curva.

Quem quiser experimentar deve começar por se pôr à vontade com a contra-brecagem.
Depois de estarem familiarizados com a resposta da moto á contra-brecagem, experimentem cortar o acelerador ao mesmo tempo que "contra-brecam" ou uma fracção de segundo antes. Logo que sentirem a moto responder à contra-brecagem voltam a acelerar.

A moto inclina-se com uma rapidez muito superior a uma contra-brecagem simples.

Por mim costumo usar esta técnica para sair das rotundas, é uma maravilha sentir a moto passar da esquerda para a direita num ápice e sem ginástica nenhuma por parte do condutor.



Os mais radicais podem combinar a desaceleração com uma picadela forte e curta, ao travão da frente; (**) mas preparem-se porque é um autêntico "shot" de adrenalina.


"Tentem isto lá em casa mas com cuidado"


(*) Utilizo o termo  consciente porque a "contra-brecagem " á algo que todos fazemos de forma automática e inconsciente desde o dia em que deixá-mos de cair da bicicleta nos primeiros 10 metros. Neste tópico o que se trata é de fazer isso tendo a noção exacta do que se está a passar.

(**) Quem segue atentamente as transmissões do motoGP já viu com certeza estas técnica a serem usadas por um mestre. Éra frequente que nos tempos mortos entre corridas, ver-se a filmagem de uma câmara colocada na frente da (ainda) Honda do Rossi, a filmar a não esquerda dele. Se prestarmos atenção ao desfilar da paisagem por trás do piloto percebe-se a utilização conjunta destas técnicas na entrada de uma curva. Tratando-se de uma corrida e de um mestre na matéria, as doses de travão e guiador são muitos aumentadas em relação ao que nós utilizaremos na estrada, mas por isso mesmo é que são fácilmente perceptíveis a "olho nu".



Abraços e boas curvas

Jorge Ferreira

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« Responder #7 em: Agosto 11, 2008, 21:03:13 »

Este "shot de Adrenalina" que o Jorge Ferreira refere, jà foi documentedo aqui no forum.
Esta tècnica foi usada pelo Colin Edwards, no "resgate" da sua moto do chão no GP de Jerez deste ano.
Para quem nao se lembra...http://www.youtube.com/watch?v=K1UlEQtdUGc&feature=related
Um abraço
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« Responder #8 em: Agosto 12, 2008, 08:38:56 »

Este "shot de Adrenalina" que o Jorge Ferreira refere, jà foi documentedo aqui no forum.
Esta tècnica foi usada pelo Colin Edwards, no "resgate" da sua moto do chão no GP de Jerez deste ano.
Para quem nao se lembra...http://www.youtube.com/watch?v=K1UlEQtdUGc&feature=related
Um abraço

Viva

Nop! Ou eu não me expliquei bem, ou o Claúdio percebeu tudo ao contrário. Wink Wink

O que eu pretendi apresentar não era nada de tão radical como essa manobra do Colin Edwards.
Não é preciso atirar com a moto ao chão e muito menos levantá-la com o cotovelo e o joelho (cá para mim acho que nem ele fazia aquilo com uma moto de 250 kgs).

O que eu expliquei antes e uso regularmente, é apenas uma forma de compensar a relativa lentidão de manobra de uma moto pesada.
E não se trata apenas de curvar ou sair de rotundas.
Estas técnicas, depois de bem treinadas, até estarem automatizadas, são uma ajuda muito importante para evitar obstáculos imprevistos.


Abraços

Jorge Ferreira
« Última modificação: Agosto 12, 2008, 08:40:41 por Jorge Ferreira » Denunciar ao Moderador   Registado

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« Responder #9 em: Agosto 12, 2008, 09:06:01 »

 Viva

Voltando ao ponto de partida, a contra-brecagem; estive a rever o tópico e dei por falta de uma coisa.
Falta mencionar um pormenor pequeno mas muito importante que é a forma correcta de manobrar o guiador para aplicar a contra-brecagem.

O guiador não deve ser puxado, mas sim empurrado.

Empurra-se o guiador com a palma da mão de forma a deixar-mos os dedos disponíveis para a correcta operação da embraiagem e travão. No caso da mão direita, pressupondo uma postura correcta da mão, este empurrar não implica alteração da posição do acelerador e não reduz a capacidade de o operar.

Para além disso, há ainda vertente da força. Para fazermos virar o guiador temos de vencer diversas resistências; a da caixa de direcção, a do "efeito giroscópico" da roda da frente e ainda a do ângulo de apoio da roda da frente ("trail").

Tudo somado ainda são uns quilitos. Dada a posição de sentado ligeiramente inclinado para a frente, o esforço de "puxar" tem mais impacto no equilíbrio e postura do tronco que o de "empurrar".
(os entendidos em artes marciais já devem estar a reconhecer qualquer coisinha Wink ).


Esta forma de operar acaba até por ser mais natural e tornar-se facilmente intuitiva, uma vez que empurramos o guiador do lado para onde queremos curvar.
Experimentem fazer o movimento mesmo aí sentadinhos à secretária e vão ver que "estão a esticar o braço em direcção  ao interior da curva e ligeiramente para baixo. Como quem diz, "deita-te para ali". Wink


Abraços

Jorge Ferreira
« Última modificação: Agosto 12, 2008, 09:07:51 por Jorge Ferreira » Denunciar ao Moderador   Registado

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« Responder #10 em: Agosto 12, 2008, 09:22:43 »


Viva

Nop! Ou eu não me expliquei bem, ou o Claúdio percebeu tudo ao contrário. Wink Wink

O que eu pretendi apresentar não era nada de tão radical como essa manobra do Colin Edwards.
Não é preciso atirar com a moto ao chão e muito menos levantá-la com o cotovelo e o joelho (cá para mim acho que nem ele fazia aquilo com uma moto de 250 kgs).

O que eu expliquei antes e uso regularmente, é apenas uma forma de compensar a relativa lentidão de manobra de uma moto pesada.
E não se trata apenas de curvar ou sair de rotundas.
Estas técnicas, depois de bem treinadas, até estarem automatizadas, são uma ajuda muito importante para evitar obstáculos imprevistos.


Abraços

Jorge Ferreira


Ola Jorge!
O video do Colin Edwards, segue apenas para ilustrar como a contra-brecagem pode resolver uma situaçao tão extrema como aquela "Jà tinhas caído mas aguentaste te..." do Colin Edwards.
È pouco perceptìvel, mas se repararem com atençao, ele recupera a moto com um toque na direcção para o lado direito enquanto dà um toque de travão  e a moto de imediato se levanta.Ou seja, volante para a direita, moto para a esquerda. O cotovêlo no chão serviu apenas para conseguir angulo para conseguir "counter-steering".
Um abraço



Ps- De facto, a contra brecagem, è algo que todos nòs inconscientemente fazemos. O importante è saber faze lo de forma consciente, para que conscientemente saibamos como saìr de qualquer "aperto".
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Antonio
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« Responder #11 em: Agosto 12, 2008, 11:18:14 »

O video é impressionante, no capitulo de curvas arrojadas existe outra técnica que se chama drifting que se apoia na contra brecagem e na derrapagem do pneu traseiro.

Formas interessantes de aprender  Sorridente.

http://kenny-ng.blogspot.com/2007/08/secret-to-learn-motorcycle-drifting.html

Em acção.

http://www.metacafe.com/watch/203389/yamaha_drifting/

Reparem no pneu da frente.

Abraços
António
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« Responder #12 em: Setembro 01, 2008, 06:16:50 »

Ufa que estava com medo que me chamassem de maluco, mas vejo que já somos alguns a usar esta técnica. O Video exemplifica bem.
Para aqueles que nunca usaram, façam sem medo (de preferência em rectas da auto estrada para se adaptarem). Se achavam que a vossa mota era maneavel, com esta técnica vai parecer uma bicicleta.

Alô Barbosa

E ao sair da curva, vamos endireitando o corpo e o volante naturalmente. É instintivo. Certo?
.
Abraço
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« Responder #13 em: Setembro 01, 2008, 07:03:27 »

Certíssimo. Pena é quando se tira a carta não nos ser ensinada esta técnica. Escusavamos de nos habituar e depois é mais complicado andar assim de forma natural.

Um abraço
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« Responder #14 em: Setembro 01, 2008, 10:07:13 »

Tony, drifting é mais com a XT 3,5 mas em terra.  Wink
Em alcatrão sigo mais a técnica que o António linkou com a Yamaha só que, além do drifting e de sair em cavalo, normalmente ainda aproveito para dar uma vista de olhos ao jornal e para aparar as patilhas. É muito jogo, amigo, muito jogo!!!  Cool 
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Luis Amaro - Deauville NT700 - Julho 2007
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