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Autor Tópico: OS TESTES DO BARBOSA: Pneus  (Lida 1107 vezes)
Barbosa (aka Tony)
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« em: Setembro 11, 2008, 18:28:50 »

Aqui fica a transcrição de mais um teste a pneus. Os testes foram efectuados com uma FJR equipada com ABS. As distâncias de paragem nas travagem em piso seco e molhado foram com a mota lançada a 100 km/h. N
Nota: Para quem não sabe o Pirelli Diablo Strada é um clone do Z6.

Em piso seco hoje não há maus pneus. Os testes incidiram no equilíbrio entre a capacidade de travagem em piso seco e molhado, assim como passagem em curva em piso molhado. Não foi testada a duração dos pneus, mas num teste elaborado por um instituto independente a pedido da Michelin e que nenhuma marca contestou, o pneu que mais quilómetros fez foi o Pilot Road II.

Pneu               Piso Seco                   Piso Molhado             Nota geral

PRII                    39,30m                        43,70m                   8/10
Z6                      39,30m                        44,30m                   8/10
BT021            Não mencionado*               48,80m                  6/10

Segundo o teste o pneu que não cumpriu com as promessas foi o BT021 pelo facto de em curva sobre piso molhado haver um constante soltar/agarrar/soltar/agarrar que transmite pouco segurança. No entanto em travagem sobre piso seco é o melhor.*

O Pilot Road II por ter um perfil um pouco mais desportivo, isto é, mais aguçado, tem como resultado o facto da mota se deitar com demasiada facilidade. Pode ser uma vantagem para se deitar depressa mas implica um pouco mais de atenção por parte do piloto.

No caso do Z6, é muito semelhante em termos de prestação com o PRII, mas por ter um perfil mais arredondado o "deitar" é mais progressivo, algo que foi do agrado dos pilotos de teste.

Conclusão: Para quem apenas anda sobre piso seco, digamos que qualquer pneu serve. No entanto, muitas são as vezes em que numa viagem mais longa e de mais de um dia, não haver previsões de chuva e ela aparecer. Ou simplesmente ter o azar de apanhar em curva (ou não) uma zona de chão alagado por qualquer razão.

Também é importante ponderar na facilidade de utilização, mas acima de tudo a capacidade de fazer muitos quilómetros. Antigamente a equação era simples: Mais quilometros=menos aderência, Mais aderência=menos quilómetros. Hoje com a gomas bi compostas essa equação passou á historia. Tanto o PRII como o BT021 usam essa tecnologia. Acredito que brevemente a Bridgstone vai corrigir o tiro relativamente ao BT021, pois o BT020 tinha dado muito boa conta de si, numa época em que as gomas bi compostas não existiam. Seria de esperar uma evolução muito boa algo que não aconteceu. No meu caso, o BT020 durou (atrás) 15.000 km's, por estar quadrado (culpa minha por não verificar a pressão). O da frente (a ser substituído na próxima semana por um PRII) durou 24.500 km's. Tenho neste momento atrás um PRII com perto de 10.000 km's e que para já não apresenta sinais de desgaste significativo, o que me leva a querer que deverá durar mais que os 15.000 km's do BT020.

Para ajudar a rentabilizar os pneus há duas coisas importantes:

1º Pressão dos pneus
2º Tipo de condução.

O tipo de condução nada tem a ver com andar depressa ou devagar, mas sim como se chega lá. Arrancar com virilidade é do mais desgastante que pode haver para um pneu. Colocamos quilos de binário em cima do pneu, exigindo-lhe arrancar mais de 300 quilos (com o piloto) com rapidez. É nesse momento que o pneu sofre mais desgaste. As travagens feitas no limite (muitas vezes por na condução não antecipamos as condições do transito e da estrada) é também um momento de grande desgaste. Uma condução suave, tanto nos arranques como na travagem são um excelente remédio para se fazer muito quilómetros. Tal não implica andar devagar. Implica arrancar com calma, travar com suavidade e atempadamente, mesmo que entre o arranque e a travagem andemos a velocidades largamente ilegais.

Um abraço

« Última modificação: Maio 11, 2009, 21:02:02 por Barbosa (aka Tony) » Denunciar ao Moderador   Registado


"As palavras são como um prego na madeira. Podemos retira-lo, mas o buraco fica lá." Eu.
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