Clube Deauville Portugal - Fórum
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Autor Tópico: Pressão dos Pneus de origens BT020  (Lida 2099 vezes)
Jorge Ferreira
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« Responder #15 em: Fevereiro 23, 2010, 20:35:02 »

obrigado jorge pela explicação mais pormenorizada. Grin

quanto á forma de enchimento, no meu caso, esvaziaram os pneus, colocaram nitrogenio, voltaram a esvaziar, segundo o funcionário para remover ar remanescente e voltaram a colocar á pressão.

abraço e boas curvas Wink

Olha, olha!

O amigo António Sousa conseguiu descobrir uma casa onde eles até usam a cabeça.
Sim senhor, é o primeiro caso de que tenho conhecimento.

Assim a percentagem de atmosfera normal (também ela com uma boa percentagem de Nitrogénio) fica bastante reduzida em relação a um enchimento simples.


Hummm...quanto é que será esta percentagem residual...?  Acho que, quando tiver uns minutos livres ainda vou fazer umas continhas. Wink



4 horas mais tarde....


Eu.....quando se me mete uma coisa na cabeça.........  Hein


Vejamos então as conclusões a que cheguei depois de analisar esta coisa dos enchimentos de pneus com Nitrogénio:

Legenda para facilitar a leitura, e também a apresentação, dos cálculos
AR: Atmosfera normal
N2: Nitrogénio
M1: Mistura 1 (lá mais para o meio)
M2: Mistura 2 (lá mais para o fim)
OUTROS: Outros gases que não N2 (restantes componentes da atmosfera).

Para este exemplo usei uma pressão de trabalho do pneu de 2.5bar ou seja 2,5 vezes a pressão atmosférica normal (pneu da frente).

Pneu acabado de montar na jante (1 bar):100%AR
Ajustar pressão com N2 (2.5 bar):40%AR+60%N2 = M1
Despejar o pneu (1 bar):100%M1
Voltar a ajustar pressão com N2 (2.5 bar):40%M1+60%N2 = M2


Sabendo que a atmosfera normal ao nível do mar já tem 78% de N2.  Chocado

Teremos:

M1 = 40%*(22%OUTROS + 78%N2) + 60%N2 = 9%OUTROS + 91%N2

Despejando e voltando a ajustar a pressão com N2 (mecânico do António Sousa):
M2 = 40%*(9%OUTROS + 91%N2) + 60%N2 = 4%OUTROS + 96%N2


Estes resultados não deixaram de me surpreender, primeiro porque eu sabia que o ar normal tem muito Nitrogénio, mas não tinha ideia de que era tanto (78%) e depois pelo pequeno ganho que se obtém com o vazar e ajustar a pressão com Nitrogénio uma segunda vez.

Provavelmente esta segunda volta é mais útil à contabilidade do mecânico do que ao pneu.


Para os mais curiosos, as percentagens de referência para 2.9bar (pneu de trás) são 34.5% e 65.5% (dirvitam-se)  Grin




Abraços e boas curvas

Jorge Ferreira
#2
« Última modificação: Fevereiro 24, 2010, 00:32:17 por Jorge Ferreira » Denunciar ao Moderador   Registado

Jorge Ferreira
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MontiNando
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Como é bom ser livre


« Responder #16 em: Fevereiro 23, 2010, 20:41:37 »

Olá a todos, estive a ler o tópico com atenção, e posso garantir que o azoto é um gás inerte não volátil, visto que eu trabalho em Óleo-Hidráulica, e para enchermos os acumuladores utilizamos esse gás devido a ser mais estável que o ar normal, e também devido a não aumentar tanto de temperatura em regime de trabalho constante.
Um grande abraço Wink
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Como é bom ser livre


« Responder #17 em: Fevereiro 23, 2010, 20:58:38 »

Ah! esqueci-me de dizer que talvez para competição seja um factor fundamental, devido aos pneus serem levados aos extremos em aquecimento, mas para um funcionamento normal do dia a dia acho que não é necessário, se não as marcas dos veículos alertavam para esse pormenor, mas cada um sabe de si. Wink
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mario
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« Responder #18 em: Fevereiro 23, 2010, 21:30:18 »

Ufa....
Eu vou as bombas e pronto Chocado Chocado
A serio. Está interessante esta troca de conhecimentos.
boas curvas
mario
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Jorge Ferreira
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« Responder #19 em: Fevereiro 23, 2010, 21:36:21 »



Viva

Quanto a isso da pressão dos pneus, a diferença entre usar ar normal ou Nitrogénio é significativa por este último ter um coeficiente de dilatação térmica muito reduzido.

Mas é mesmo por isso que a pressão dos pneus deve ser corrigida.
Os manuais dos veículos, além da tabela de pressões, também trazem a recomendação para se fazer o acerto a frio.
Precisamente porque depois do pneu estar quente a pressão é maior.

Como Nitrogénio não apresenta a mesma dilatação que o ar normal, temos de fazer a compensação quando acertamos a  a pressão do pneu. Por outro lado, exactamente pela mesma razão podemos acerta-la com o pneu quente.

Quanto aos manuais, bem, eles também não nos dizem o que fazer à pressão se decidir-mos usar outro tipo de pneus, pneus mais largos, pneus de perfil mais baixo, etc. etc. etc.
Talvez passem a referir o Nitrogénio quando a utilização do mesmo for uma vulgaridade que se encontra em qualquer posto de abastecimento.


Quanto à competição de alto nível, eles resolvem isso de outra maneira, mantêm os pneus quentes com cobertores eléctricos, pelo que a pressão que colocam na box é já muito próxima da pressão de trabalho.

Quanto aos amadores dos 'track-days' ou mesmo da competição não profissional, costumam sair para a pista com pressões muito baixas (até parece que vão para a areia) já a contar com os aquecimentos extremos (a minha Deauv já deu umas voltas ao Estoril e a pressão, a frio, que me recomendaram foi cerca de 3/4 da da normal. Mas isso foi para mim que ia andar devagar no grupo dos principiantes. O "habitués" montados em RRs usavam pressões a frio ainda mais baixas.

De qualquer maneira os nosso pneus do dia a dia têm um teor de sílica tão grande que não é preciso muito para atingirem temperaturas da ordem dos 50º~70º. Umas curvinhas animadas numa tarde de verão e eles até começam a esfarelar (já escaldei a mão no meu pneu da frente).



Abraços e boas curvas

Jorge Ferreira
#2
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Jorge Ferreira
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« Responder #20 em: Fevereiro 23, 2010, 21:43:18 »

Olá a todos, estive a ler o tópico com atenção, e posso garantir que o azoto é um gás inerte não volátil, visto que eu trabalho em Óleo-Hidráulica, e para enchermos os acumuladores utilizamos esse gás devido a ser mais estável que o ar normal, e também devido a não aumentar tanto de temperatura em regime de trabalho constante.
Um grande abraço Wink

Sim

É inerte, tem um coeficiente térmico muito baixo, mas isso não é o mais importante.
A maior vantagem que traz para o teu trabalho é a ausência de humidade.
É que a atmosfera normal é portadora de humidade sob a forma de vapor de água, que como se sabe é um composto totalmente indesejável em qualquer sistema hidráulico. Wink



Abraços e boas curvas

Jorge Ferreira
#2
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Como é bom ser livre


« Responder #21 em: Fevereiro 23, 2010, 21:53:07 »

Correto Sorridente
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Luis_Silva
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Paredes

Luis+Silva
« Responder #22 em: Fevereiro 23, 2010, 22:34:38 »

Boa noite,

Após os vários esclarecimentos surge-me apenas uma dúvida.
Durante uma viagem se registarmos uma redução da pressão com pneus cheios com nitrogénio como devemos agir? Podemos reajustar a pressão com "ar normal"? E o efeito do nitrogénio perde-se?

Já agora outra dúvida. Alguém conhece o efeito nos pneus dos "sprays de ar" que são utilizados paqra repor a pressão nos pneus em situações de emergência? Em tempos disseram-me que após a utilização destes sprays, os pneus são para esquecer.

Votos de boas curvas e muito ar na cara!


Luís Silva
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« Responder #23 em: Fevereiro 23, 2010, 23:06:29 »

Boa noite,

Após os vários esclarecimentos surge-me apenas uma dúvida.
Durante uma viagem se registarmos uma redução da pressão com pneus cheios com nitrogénio como devemos agir? Podemos reajustar a pressão com "ar normal"? E o efeito do nitrogénio perde-se?

Já agora outra dúvida. Alguém conhece o efeito nos pneus dos "sprays de ar" que são utilizados paqra repor a pressão nos pneus em situações de emergência? Em tempos disseram-me que após a utilização destes sprays, os pneus são para esquecer.

Votos de boas curvas e muito ar na cara!


Luís Silva



Luís

É sempre melhor reajustar a pressão dos pneus, mesmo que com ar normal, do que andar com eles em baixo.
De qualquer maneira a quantidade de ar que vais introduzir é mínima pelo que a grande maioria será sempre Nitrogénio.
E podes sempre voltar ao teu fornecedor habitual para despejarem o pneu e reporem o Nitrogénio.

Quanto aos ditos "sprays" de emergência, por norma não se destinam apenas a encher o pneu, mas também a reparar pequenos furos (ditos furos lentos). Essas latas contêm um gás sob pressão, que pode ser ar simples ou dióxido de carbono, e uma espuma à base de borracha sintética ou similar que adere ao pneu e assim veda o furo.
Não fará mal nenhum ao pneu, pode é desequilibrá-lo ao ponto de ser inviável o posterior equilíbrio do conjunto da roda.
Isto se a espuma ficar acumulada de um lado. Mas se cumprires aquelas instruções que lá vêm, de ir de imediato rodar uns quantos kms (até aquecer o pneu e secar a espuma), a espuma acaba por ficar razoavelmente distribuída e, depois de mandares equilibrar a roda, podes continuar a usar o pneu sem problemas. Pelo menos até ao próximo furo. Wink


Há também os sistemas para encher pneus à base garrafinhas de CO2. Mas isto não serve para pneus furados, a menos, claro está, que tenham sido reparados. Por norma, estes sistemas à base de CO2 até são fornecidos com os "kits" de reparação rápida pelo exterior, sejam de tacos ou tranças.



Abraços e boas curvas

Jorge Ferreira
#2



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Jorge Ferreira
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efe
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« Responder #24 em: Junho 19, 2010, 11:45:25 »

Já agora, e porque me parece que ninguém referiu os valores para a Deauville 650, aqui ficam segundo o manual da mota, para pressão a ar, claro.


Frente:
250 kPa (2.50 kgf/cm3) = 2,5 bar = 36.2 PSI

Traseiro:
290 kPa (2.90 kgf/cm3) = 2,9 bar = 42 PSI


Meti ontem um BT021 à frente, porque deixei estragar o BT020 (talvez por falta de verificação constante da pressão?!). Agora rodo com um par igual (o traseiro já tem uns 18 meses mas apenas uns 3.000 Km). Para já, estou muito satisfeito com estes pneus.

Saúde a todos.
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Alexandre Neves
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« Responder #25 em: Junho 20, 2010, 21:07:54 »

Só para confundir e baralhar !!

Jorge .. mete lá esses valores em barg ....  Grin Grin Grin

Just kidding. (vim de férias e estou inspirado !)

Um abraço

Alexandre
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