Pois é não posso adiar muito mais a troca, contudo devo ter feito algo muito errado, pneu traseiro BT 021 só tem 13 800Km e tenho de o mudar está gasto, mais de um lado que do outro e este fim-de-semana já me pregou dois sustos, apesar da pendura só ter dado conta do que se notou mais.
Pelo que pessoal diz, deveria ter durado mais uns bons km's, ver se tenho ainda mais atenção ao controlo da pressão, ou são os km's normais para um bt 021 traseiro?
Viva
Essa duração para o BT-021 parece-me perfeitamente normal.
Isto da duração dos pneus tem que se lhe diga. Em todo o caso está directamente relacionada com a condução.
Excluindo situações de pressão errada, a mera diferença de estilos de condução pode produzir diferenças de duração de mais de 100%.
A mim, uns BT-020 duravam entre 14 a 18.000 kms, variando com a estação do ano e com a utilização.
Com os BT-021 perdi cerca de 1000 a 2000 kms de longevidade.
Pelo que pude verificar, a história do duplo composto traduz-se na prática por lados mais macios que no BT-020 e uma faixa central idêntica. Achatam menos porque gastam mais os lados em curva. A vantagem é que nos podemos esticar ainda mais nas curvas que com o 020.
Muita AE reduz a vida dos pneus e só aproveitamos 1/3 da borracha.
Estradas sinuosas, mesmo conduzindo depressa, permitem uma maior longevidade pois utilizamos a totalidade da borracha.
Um outro factor importante é a extensão das tiradas. O desgaste do pneu aumenta com a temperatura e a velocidade. Logo tiradas longas a velocidades elevadas e com tempo quente (aka viagens de férias por AE) contribuem seriamente para encurtar a vida do pneu.
No fim o âmago da questão é sempre o mesmo.Temos de escolher entre longevidade e segurança.
Se duram muito agarram menos. Se agarram muito bem, duram menos.
A partir daqui cada um sabe de si e daquilo que pretende dos pneus.
Pessoalmente, estou disposto a pagar a factura dos pneus que agarram muito bem.
Nunca sei quando é que uma curva fecha em gancho ou quando me aparece um cromo qualquer a forçar-me a uma travagem completamente fora do normal (deve haver por aí quem se lembre de um certo Mercedes a caminho dos Pinguins...

).
Mas é nesses imprevistos que eu quero ter, e felizmente tenho tido, pneus à altura da situação.
Para mim a segurança não tem preço e, contrariamente ao que se pode pensar, os maiores apertos por que passei não me surgiram nos "passeios de derreter pneu" foram precisamente nos outros, ditos a ritmo calmo.
Abraços e boas curvas
Jorge Ferreira
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