Passeio de Primavera CDP – Costa Vicentina
10 e 11 de Abril de 2010
1º dia: 35 participantes
2º dia: 21 participantes
Duas motas com três novatos e mais a Rita (falam… falam… mas no fim de contas, nem todos tiveram direito a uma)
Crónica por Marília, António e Gonçalo
Fotos: Rute, Daniel e Paulo
Num belissimo dia de primavera com que o São Pedro nos resolveu brindar, 14 motas juntaram-se na bomba de gasolina de Palmela para dizer adeus ao inverno, à chuva e às motas paradas na garagem.
Depois de dar de beber às meninas, rever os amigos (uns), conhecer todos pela primeira vez (nós) e um café rumámos para sul.
100km depois parámos nas Sesmarias, junto à Lagoa de Melides para esticar as pernas e mais dois dedos de conversa.
Seguimos por Sines já com a barriga a dar horas até Vila Nova de Mil Fontes, paisagens lindas com muita verdura à mistura.
O almoço foi no “Oásis” com vista para Vila Nova. Durante o almoço pôs-se a conversa em dia, recordaram-se aventuras passadas, os Pinguins, outros passeios e essencialmente falou-se nas habilidades dos GPS’s de diversos elementos do grupo.
Com as meninas um pouco mais pesadas do nosso almoço demos uma volta por Vila Nova, parámos na Zambujeira do Mar para apreciar a vista e seguimos até Aljezur para os hotéis.
Parafraseando o nosso Exmo. Sr. Presidente, “o CDP é altamente viciante”, fazendo juz à afirmação, o Paulo decidiu ficar para o dia seguinte. Enquanto uns encalorados usufruíram da piscina… Só os duros conseguiram sobreviver no moderno campo de batalha… e lá foi ele até Lagos comprar bens de primeira necessidade para pernoitar... Bom, bens de primeira necessidade para nós comuns mortais, pois do ponto de vista de um militar que se preze (que já ficou 11 dias sem mudar de roupa), uma noite não seria nada. O amigo Paulo com esta sua atitude quis demonstrar a todos nós que a higiene é fundamental para um Motard…
Com banhinho tomado (e o Paulo com roupa trocada) fomos jantar. Nota positiva aos organizadores, pois o restaurante escolhido era a 100 mts do hotel. É o que faz a experiência nestas andanças, presumo!...
Acerca do jantar temos a dizer que, por si só, merecia uma crónica de várias páginas.
A primeira página seria sobre as entradas, que serviriam de jantar completo a qualquer um. Depois veio o arroz de polvo, a grelhada mista e as sobremesas.
Foi um jantar longo, com bastante tempo de espera entre os pratos, sem pressa, com tempo para muita conversa, risadas, fazer pouco das habilidades dos GPS’s de diversos elementos do grupo (estamos a repetir, mas este deve ter sido o assunto mais recorrente durante todo o passeio) e até convencer os iniciados a juntarem-se ao Dmd.
É o que se chama um jantar completo para os estreantes: jantar, conversa (aulas teóricas) e aulas práticas pois a seguir ao jantar os iniciados foram brindados por uma alma caridosa com a arte de fazer rotundas ao dar várias voltas à mesma, em frente ao restaurante. Algumas más linguas poderão dizer que terá bebido uns copos a mais ou até que estava perdido, mas não, sabemos de fonte segura que estava de facto a demonstrar aos pobres iniciantes a técnica.
Um belo passeio na nossa Deauville pela costa Vicentina, paisagens lindas e depois um jantar de grande nível, recostado na cadeira a falar com amigos. Que vida difícil! Ainda perguntaram se gostámos...

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No dia seguinte, fomos tomar um café antes da hora combinada (10h30) e seguimos viagem para Monchique. Parámos no midadouro da Foia e tivémos um aperitivo para o Lés-a-Lés. Em direcção a Monchique descemos por uma estrada muito bonita, onde não caberiam duas motas lado a lado e cheia de curvas. Um dos pontos altos da viagem. Parámos para mais um café e a foto de grupo.
Seguimos para Santa-Clara-a-Velha, Santa Luzia e Mimosa onde almoçámos num clássico restaurante à berma da estrada umas sandes de carne assada em pão alentejano, no entanto alguns só sentiram o seu cheiro! Não estavam preparados para receberem um grupo tão esfomeado.
E assim o passeio chegou ao fim!...Que pena! Foi o primeiro de muitos mais
Despedidas feitas fomos embora. Contentes e felizes rumámos aos nossos destinos. (Sem GPS...)