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Autor Tópico: TEST-DRIVES  (Lida 393 vezes)
Jorge Ferreira
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« em: Maio 31, 2010, 21:29:31 »

Viva

Entendi abrir este tópico para deixar-mos aqui as impressões sobre as motos que vamos testando numa ou outra ocasião
O pretexto foram os "test-drives" do fds portas abertas da Honda.

Jorge Ferreira
#2
« Última modificação: Maio 31, 2010, 23:18:30 por Jorge Ferreira » Denunciar ao Moderador   Registado

Jorge Ferreira
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Jorge Ferreira
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« Responder #1 em: Maio 31, 2010, 22:26:30 »

Aqui ficam as minhas impressões sobre a nova VFR.


Grande motão, motor bem cheio que chega para ela e mais duas. Wink
A moto pareceu-me confortável quanto baste, pelo menos para os 30kms em que andei nela. A posição de condução é boa e apesar de o banco parecer pequeno, ainda há espaço para escorregar para trás quando se lhe "metem as esporas nos flancos".

Notei que temos sempre a sensação de ter a moto presa pelo motor, de tal forma ela reage tanto em aceleração como em desaceleração. De todos os "V" da Honda que já experimentei é o que mais "agarra" a moto.
Em reprise não sai muito bem de baixas, convém não deixar cair muito o regime sob pena de sermos brindados com uns valentes soluços. Por outro lado, lá pelas 8000rpm dá um esticão daqueles de nos fazer escorregar para trás no banco.
Gostei da resposta progressiva em aceleração, tem um arranque bastante forte mas não mostra tendência para levantar a roda da frente, a menos, claro está, quer o condutor insista muito.

A transmissão, apesar das maravilhas que me venderam, sendo mais suave que a da Deauville, deixa no entanto bem patente que temos uma transmissão por veio apresentando a rigidez típica desta solução.

Quanto à suspensão, pareceu-me bastante bem, engole com facilidade as pequenas irregularidades e mesmo algumas maiorzitas. Em aceleração e travagem não apresenta os sintomas de "colchão de molas" (peguei na moto "as is" sem a afinar para o meu peso).

Em curva o comportamento do conjunto pareceu-me bastante saudável, mantendo bem a estabilidade tanto em aceleração como em travagem, mesmo quando o piso apresenta irregularidades ou somos menos delicados na dose de qualquer uma delas.  Grin

Falando em travagem, falta referir a questão do ABS.
Como estava muito bom tempo e rolei por vias em bom estado não foi fácil fazê-lo trabalhar, mas tanto teimei que lá consegui encontrar um bocadito de areia e umas passadeiras para o pôr à prova.
Como de costume, mas isso deve ser defeito meu, achei que confere um comportamento estranho à moto, julgo que requeira alguma habituação. Isto para uma condução dita normal.
A presença do ABS invalida declaradamente os pequenos truques de pilotagem que podem ser tão úteis nos apertos. Pode-se pôr de parte o recurso ao travão de trás para fechar rapidamente uma curva quer porque entrámos um pouco rápido demais ou porque somos surpreendidos por um gancho.
Também se pode pôr de parte o deslizamento lateral da traseira para fazer uma entrada mais rápida em curva.  Zangado

Apesar de ter andado a fazer testes com o tempo bastante quente e de ter rolado alguns bocados no meio de trânsito de praia, nunca senti qualquer lufada de ar quente vindo do motor, isto apesar de o mesmo estar muito fechado, como o mostra a frequência com que a ventoinha de radiador dispara quando no meio de trânsito.

Em geral, uma boa moto, cujo único senão para "papa-kms" como nós podem ser a falta de um guiador convencional, mesmo tendo em conta que a posição e ângulo dos avanços é bastante confortável, quando comparada com as generalidade das RRs.

Para os proprietários das VFR 750 e 800 é mais do mesmo com algumas melhorias. Já os adeptos da XX vão notar a falta do "motor canhão" a que estavam habituados, mas de qualquer maneira ainda há prestações quanto baste.
Tanto uns como outros vão ter de se habituar à rigidez da transmissão por veio.



Gostei muito, mas ainda não é desta que, para o meu perfil de utilização, encontrei uma alternativa à Deauville. Contente


Abraços e boas curvas

Jorge Ferreira
#2


PS: Os "chicken stripes" avantajados que ela tinha já lá não estavam quando a larguei. Wink
« Última modificação: Maio 31, 2010, 23:24:19 por Jorge Ferreira » Denunciar ao Moderador   Registado

Jorge Ferreira
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« Responder #2 em: Maio 31, 2010, 23:16:59 »

Impressões sobre a Honda PCX 125


Pode parecer caricato, mas esta é que dava uma boa companheira para a Deauville.
Para a minha utilização, não é capaz de substituir a Deau, mas para o dia a dia, casa trabalho, pequenas voltas de compras, etc seria um bom complemento. A Deau passava a ser uma moto para fds e viagens e para quando me fizesse falta a capacidade de carga.

Mas vamos lá a factos.
Estamos perante uma pequena utilitária citadina (acelera/scooter/aspirador/pandeireta/...) passível de ser conduzida por qualquer portador de carta de ligeiros (B).

Para começar os 200 metros do costume para habituação ao peso, ou melhor, à falta dele e ainda para explicar à mão esquerda que vai fazer o trabalho do pé direito.
Primeiros testes por arruamentos entre prédios intercalados por rotundas.
A resposta do motor parece simpática. Travagem forte, é preciso fazer alguma força nas pernas quando se trava a sério, para não deslizar para a frente. A agilidade habitual deste tipo de motos.
Depois do aquecimento vamos então ao teste e pelos mesmos caminhos em que testei a VFR.

Um espectáculo de ligeireza e maneabilidade urbana e sub-urbana.
Boa aceleração, muito boa travagem e a maneabilidade, ajudada pela estabilidade conferida pelas rodas de diâmetro médio, fazem dela o sonho de qualquer "pizzeiro".
O quadro é forte o bastante para permitir curvas muito inclinadas e "mudanças de bordo" rápidas sem que se note qualquer deformação do conjunto.

Graças a um enlatado domingueiro, tive oportunidade de testar a estabilidade na pior das situações; uma travagem nos limites até à imobilização total e com a moto inclinada.  Zangado
Para ajudar à festa fiz asneira da grossa ao bloquear a roda de trás, coisas de uma mão esquerda afinada para embraiagem.  Embaraçado
Pois o comportamento numa situação tão delicada, foi exemplar, arrastando a roda de trás durante cerca de 10 metros sem perder o alinhamento, ou seja sem se atravessar, apesar de uma inclinação apreciável.

Uma dificuldade que eu tenho neste tipo de "pandeiretas", é a pouca capacidade das suspensões, bastante macias, gerirem bem os meus 100 kgs (a seco). Pois a PCX faz isso com uma perna ás costas.  Sorridente

A grande inovação desta moto é o sistema de paragem e arranque automático do motor, quando se imobiliza num semáforo ou similar por mais de alguns segundos. Esta funcionalidade é opcional, podendo ser ligada ou desligada em andamento com a mesma facilidade com que se comutam as luzes.
Pura e simplesmente uma maravilha. Creio que o botão que desliga este sistema irá ser essencialmente um acessório decorativo, mais usado nas explicações aos amigos que na utilização regular. Wink
Só queria que vissem o ar espantado do "enlatado do lado" cada vez que eu me chegava à frente num semáforo o motor se desligava e eu ficava nas calmas sem ligar nenhuma ao caso.
Melhor só mesmo a cara que os mesmos devem ter feito, não fiquei para ver, quando, com um simples enrolar de punho, o motor que estava parado arranca logo em plena aceleração tão rápidamente como se estivesse ao ralenti.  Chocado

Gasta uma "mixaria", fiz mais de 30 kms, chegando a puxar por ela até ao limitador (100~110kms/h) e nem deu para perceber a diferença no nível do depósito que saiu cheio até à borda e voltou na mesma figura.  Contente

Juntamos a isto um preço inferior a 3000€ e começo a pensar seriamente numa segunda moto.



Abraços e boas curvas

Jorge Ferreira
#2
« Última modificação: Maio 31, 2010, 23:28:46 por Jorge Ferreira » Denunciar ao Moderador   Registado

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« Responder #3 em: Junho 01, 2010, 06:02:00 »

Excelentes análises.
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