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Barbosa (aka Tony)
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« em: Julho 12, 2010, 17:41:29 » |
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Antes de começar convém fazer referência a duas coisas: 1º Esta crónica não é em circunstância alguma uma crítica a quem tenha outro tipo de mota ou seja quem for que tenha optado por um upgrade e tenha mudado de modelo ou de marca.(não sou, nunca fui e nunca serei fundamentalista de seja o que for) 1º Leia-se em todo o texto, Deauvillistas, todo e qualquer Deauvillista (quer tenha ou não uma Deauville) do Clube Deauville Portugal.
Comecemos pela mota. Já escrevi muito sobre ela, pelo que não me vou alongar. Mas a verdade, é que se por uma ou outra razão de carácter financeiro a Deauville é muitas vezes uma 1ª escolha (ter ou não € para mais caro, ou simplesmente ter € mas entender não justificar mais caro pelo uso que se pretende dar) por se tratar da única GT de média cilindrada. A verdade é que o seu dono rapidamente aceita os seus defeitos e descobre virtudes insuspeitas. Nas virtudes estão, entre outras, a já de si conhecida versatilidade. Uma Deauville pode ser, e é para muitos, a sua mota do dia-a-dia, indo onde outras não o podem, assim como fazer longas viagens…até á Escócia. É económica, tem capacidade de carga, mantendo a elegância necessária para andar no meu do transito. Diga-se que conheço gente com muito boa capacidade económica que preferiu escolher a Deauville por entender preencher as suas necessidades, não querer gastar mais 8 ou 9 mil euros. Também há, que pela forma como utilizam a sua mota, rapidamente chegam á conclusão de que necessitam algo de melhor. Normalíssimo. Mas a verdade é que a Deauville selecciona o seu dono. Tal como num bar com um determinado ambiente, onde se ouve determinada musica a um determinado volume e desde logo selecciona os seus clientes, a verdade é que a Deauville faz o mesmo. Selecciona um motard normalmente mais calmo, numa faixa etária, quase sempre, bem acima dos 30 anos, e com formação cívica (não académica que isso pouco ou nada importa) de nível superior. Recordo, que não quero com isto dizer que quem não compre uma Deauville seja uma besta. Estou apenas a referir-me a quem compra uma Deauville. Mas não deixa de ser verdade que conheço muitos Deauvillistas que nunca tiveram uma Deauville, mas têm o espírito. Ou seja, os Deauvillistas independentemente da sua cor, condição social ou económica, são (quase) todos muito parecidos. Quase porque convém haver uma ou outra excepção para confirmar a regra. Então, quem é o Deauvillista (o tal do CDP)? As características são várias. Mas destacaria duas importantes: 1º, é alguém que gosta de viajar. De ver novas paisagens, novos lugares, novas culturas e formas de ser (e tão diversificado que é este nosso Portugal). 2º (e parece-me a mais importante de todas). Gostar de estar com os seus amigos. Até posso estar enganado, e quiçá esta minha forma de ver é somente minha (quem achar que estou errado, que o diga). Mas sempre que há uma actividade do CDP, diria que o programa pesa uns 30%. Mas 70% são as pessoas (nunca as suas motas). Sim, as pessoas. Os amigos. Estar com os meus amigos. Penso que o sentimento é generalizado (assim o espero), mas é sempre com imenso gozo e prazer, e pelo caminho é neles que vou a pensar. O desejo de estar com os Deauvillistas (repito seja qual for a sua mota). Um prazer. Um prazer receber chamadas de um Deauvillista dizer "Ouve, vou estar hoje ao fim do dia perto dai (uns 50 kms'). Vamos jantar juntos?" Ou eu estar a 60 Km's de Lisboa e um Deauvillista Lisboeta ligar-me a dizer "É pá, então eu vou ai e amanha almoçamos juntos". Isto é o espírito Deauvillista. O pessoal encontrar-se, a qualquer hora, em qualquer dia, com ou sem actividade, apenas pelo gozo de … estarem juntos. Pouco importa a actividade, pouco importa se tem brindes e ofertas, pouco importa a dimensão dessa actividade. Pouco importa. Confesso que me faz alguma confusão que um Deauvillista o seja de forma diferente. Não quero com isto dizer que quem participa mais nas actividades seja mais Deauvillista do quem participa menos. Nada disso. A vida pessoal, familiar, financeira e até laboral, por vezes não deixa grandes margens de manobra. Mas o verdadeiro Deauvillista (e são tantos felizmente) é, para mim, precisamente aquele que aproveita, sempre que pode, para estar com os seus amigos do CDP. Por isso, já o disse muitas vezes. Por muito que trabalhe em prol do CDP, nunca poderei pagar aquilo que o próprio CDP me deu. Muitos, novos e bons amigos.
Saudações Deauvillistas
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