Viva
Já agora também opino

A minha Deauville, tenho notado quebra de pressão nos pneus, e após troca interior de valvulas este problema preciste...o Stand que me vendeu a Moto, diz que é normal, mas esta tem só ainda 3200Km.. aconselhou a encher os pneus com azoto, e este problema estaria solucionado... Estou reticente... pois considero isto um defeito de fábrica... mas

Julgo que se deva ao facto de os pneus necessitarem de um período inicial de ajuste à jante antes de vedarem a 100% e de eles próprios ao perderem a rigidez de novos ganharem algum volume interno (noto o mesmo nos do carro).
Normalmente isso desaparece ao fim de algum tempo. Passada esta fase inicial de novos, chego a passar meses sem verificar a pressão e quando vou ver apenas perdi uma ou duas libras (PSI). Esta perda pode ser considerada normal e atribuível ás variações de temperatura da utilização normal, estacionamento ao sol, etc etc.
Os pneus que tenho usado foram os de origem "Dunlop D-205", e depois disso "Bridgestone" BT-020/012/014/021.
Nunca usei Nitrogénio/Azoto na moto.
Outro assunto refere-se à perda de gasolina quando encho o depósio, mas o mecânico da Honda refere ser normal pois perde pelo respiro do motor, mas isto acontece tanto no descanso lateral como no central... è normal

Isso acontece sempre que tiveres o depósito muito cheio, pois devido ao aumento de pressão de gases no interior do depósito este pode gemer alguma gasolina pelo vedante da tampa.
Quando começaram a aparecer as 700 verificou-se que eram mais propensas a isto que as 650 pelo que o pessoal estranhou um bocado.
Mas lembro-me perfeitamente de, no tempo dos encontros na expo em que as motos estavam ao sol, as ver todas a largar uns pingos, mesmo as 650.
Como muitas vezes saímos destes encontros para um passeio, havia sempre o hábito de atestar a burra à ida para o café.
Quem ler o manual, vai encontrar lá uma recomendação para nunca encher até ao bocal.
Desculpem mas ainda tenho outra questão, que se refere á vibração dos punhos e pés quando vou em velocidade de cruzeiro, tornando-se irritante o adormecer de mãos...
Ora aí está um assunto que já fez "correr rios de tinta" neste fórum e deu muitas horas de conversa.
Eu pessoalmente nunca tive qualquer espécie de problemas deste tipo.
É verdade que posso sentir um formigueiro ligeiro nos pés quando me meto em AE acima dos 170, por períodos prolongados.
Mas o famoso adormecimento das mãos só me aconteceu uma vez e não foi com a Deauville.
Também é verdade que eu nunca passo 1 ou 2 horas imóvel na moto.
Quanto ao incómodo no pulso direito, já há muito tempo que me ensinaram que a posição da mão direita deve ser ajustada para uma posição de conforto sempre que nos metemos em tiradas a regime mais ou menos constante.
Ou seja, quando ando em espaço urbano com muitas variações de andamento a posição da mão direita é a que ficou quando peguei na moto.
Mas se entro em AE em que o regime é elevado e constante, mudo a posição da mão no acelerador de forma a ficar com uma postura confortável em que mal se nota a força das molas do acelerador.
Em AE ando com o acelerador quase a fundo com o pulso tão direito como tinha quando liguei o motor..
Nunca usei "raisers" ou qualquer outro acessório destinado a descansar a mão.
A propósito os "raisers" destinam-se a elevar a posição dos ombros. A absorção de vibrações será um extra se forem dotados de "silent-blocks" (aka sinoblocos).
Parafraseando o meu instrutor de condução:
"Não são os braços que suportam o peso do tronco, são os abdominais!. Se apoias o peso nas mãos cansas os pulsos e perdes sensibilidade na condução".Ainda sobre este tema.
Recentemente andou por aí a falar-se num livro "Twist of the Wrist" de um tal "Keith Code". Vejam o que lá vem sobre esta matéria.
Just my 2 cents.....
Abraços e boas curvas
Jorge Ferreira
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